Estamos chateados.
Não nos falamos à 24h, e embora não seja nenhum recorde e apesar de parecer ridículo, assustou-me. Não estávamos assim à...meses.
A nossa aparente paz, recheada de planos e sonhos em comum em que a célebre frase "I want to marry you. I want to have kids with you. I want to build us a house. I want to settle down and grow old with you. I want to die when I'm 110 years old in your arms. I don't want 48 uninterrupted hours. I want a lifetime." era quase como um cógito, a nossa certeza quase absoluta, quebrou-se.
E o meu medo não se baseia fundamentalmente nisso, mas sim na razão que conduziu à quebra.
Eu magoei-o. Fui cabra, indiferente, fui a velha eu. Aquela pessoa egocêntrica que só olhava para o próprio umbigo antes de olhar para quem tinha à frente. E foi isso que me meteu medo.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
A culpa é da Disney

... e do seu vasto rol de princesas lindas e perfeitas, que têm um final feliz com um principe perfeito. A culpa é da Disney e das suas histórias de encantar que desde os primórdios da nossa existência começam a fazer uma verdadeira lavagem cerebral que nos faz querer ser esta ou aquela princesa, ter um vestido como o dela, encontrar um principe tão ou mais perfeito como o dela, e viver feliz para sempre como ela.
Essa parte da nossa infância, apesar de ir sendo suavizada com o tempo, permanece sempre viva no nosso pensamento, fazendo com que muitas de nós permaneçam na ilusão de que o nosso principe vai chegaer um dia, e com ele um amor incondicional e transcendente.
Mas o mundo real é duro. E com as experiências da vida aprendemos a não ser tão exigentes e restritos com aquilo que a vida nos proporciona. Aprendemos que o mais importante não é ter o principe mais lindo e perfeito e um amor arrebatador, mas o que importa é que ao final do dia tenhamos alguém para nos abraçar, e que nos ame por aquilo que somos.
terça-feira, 13 de abril de 2010
A Filosofia do povo português
É que me dá graça, num geito de ironia, ver os ginásios a encher assim que se vai o frio, cheio de barrigas e pneus preenchidos com rabanadas ainda do natal e com meses de descuido. E o que me dá a dita graça, é a esperança incrédula em milagres, que em dois meses vão ficar esbeltas (os) tal qual gisele bunchen ou tal qual orlando bloom.
É a apologia do povo português: deixar tudo para as últimas.
É a apologia do povo português: deixar tudo para as últimas.
sábado, 13 de março de 2010
Dói quando a pessoa que amamos com a parte mais profunda da nossa alma, ama outra pessoa. E quando a pessoa que nos ama é aquela que não conseguimos amar, incondicionalmente. Dói quando a esperança é a última a morrer e se vai arrastando por entre sonhos e memórias quase perdidas. Dói quando não queremos e não podemos pensar, mas temos medo de esquecer.
Dói, por isso escrevo. Para aliviar, para não esquecer aquilo que me é tão querido e intimamente precioso, mas que destrói-me e impede-me de olhar para o presente e futuro de forma concisa.
Dói porque o amo.
Porque amo tudo aquilo que ele é, as conversas que tínhamos e que ainda vamos tendo de forma fugaz. E porque amo tudo aquilo que ele é para mim.
domingo, 7 de março de 2010
Midnight train
Tudo o que me parecia eternamente longinquo como a universidade, ou até mesmo o secundário, está agora presente no meu dia-a-dia. E tudo isso instalou-se de forma tão rápida e efémera que por vezes não sei onde estou e para onde vou neste caminho da minha vida. Sinto-me como passageira de um comboio que viaja a alta velocidade, em que o meu local de embarque cheio de tardes de infância a brincar às casinhas, se apresenta cada vez mais longe. E com isto tudo não sei onde este comboio vai parar. Terá paragem numa vida preenchida pela rotina e pelo cansaço? Onde o objectivo de trabalhar para pagar contas me terá consumido ao ponto de deixar de dar relevância ao que é mesmo importante?
Ás vezes sinto um vazio em relação ao tempo, e por faltar algo mais. Algo realista, e não apenas os meus sonhos e fantasias que me levam mais além. Gostaria de me sentir completa e cheia de plena felicidade. E a pergunta relativa ao quando tudo isso virá, paira na minha cabeça.
sábado, 6 de março de 2010
os filmes da minha vida #1

Nunca gostei muito de musicais, mas quando vi pela primeira vez o Moulin Rouge, não consegui evitar a ida às lágrimas. Com uma Nicole Kidman tão camaleónica e fenomenal, Moulin Rouge é um dos filmes que me vai tocar sempre, pelo amor entre Christian e Satine que me arrebata e faz suspirar, pelos ideais libertinos das "Children of the Revolution" que marcaram não só uma, mas várias épocas.
Moulin Rouge é um filme de Baz Luhrmann que podia ser mais um cliché, mas o seu humor e a sua essência tornam-no num grande filme.
Time to blog!

Após meses e meses como seguidora fiel de vários blogues, a ideia de criar o meu próprio espaço de confidências pairava na cabeça. A blogosfera, como espaço de livre-arbítrio para se dizer aquilo que apetece quando apetece, para se falar de tudo, mesmo do inconfessável às paredes do quarto, atraía-me.
Portanto, aqui estou eu.
O meu principal objectivo com a criação deste blogue foi utilizá-lo, tal como disse, como espaço de confidências, espaço que até agora tinha sido atribuído a cadernos de apontamentos e a papéis de cafés. Tudo aquilo que vinha à cabeça, mais ou menos criativo, para mim tinha de ser apontado. Para mais tarde recordar, para não cair no esquecimento tudo aquilo que senti e pensei ao longo da minha vida.
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