sábado, 13 de março de 2010


Dói quando a pessoa que amamos com a parte mais profunda da nossa alma, ama outra pessoa. E quando a pessoa que nos ama é aquela que não conseguimos amar, incondicionalmente. Dói quando a esperança é a última a morrer e se vai arrastando por entre sonhos e memórias quase perdidas. Dói quando não queremos e não podemos pensar, mas temos medo de esquecer.

Dói, por isso escrevo. Para aliviar, para não esquecer aquilo que me é tão querido e intimamente precioso, mas que destrói-me e impede-me de olhar para o presente e futuro de forma concisa.

Dói porque o amo.

Porque amo tudo aquilo que ele é, as conversas que tínhamos e que ainda vamos tendo de forma fugaz. E porque amo tudo aquilo que ele é para mim.

domingo, 7 de março de 2010

Midnight train


Tudo o que me parecia eternamente longinquo como a universidade, ou até mesmo o secundário, está agora presente no meu dia-a-dia. E tudo isso instalou-se de forma tão rápida e efémera que por vezes não sei onde estou e para onde vou neste caminho da minha vida. Sinto-me como passageira de um comboio que viaja a alta velocidade, em que o meu local de embarque cheio de tardes de infância a brincar às casinhas, se apresenta cada vez mais longe. E com isto tudo não sei onde este comboio vai parar. Terá paragem numa vida preenchida pela rotina e pelo cansaço? Onde o objectivo de trabalhar para pagar contas me terá consumido ao ponto de deixar de dar relevância ao que é mesmo importante?

Ás vezes sinto um vazio em relação ao tempo, e por faltar algo mais. Algo realista, e não apenas os meus sonhos e fantasias que me levam mais além. Gostaria de me sentir completa e cheia de plena felicidade. E a pergunta relativa ao quando tudo isso virá, paira na minha cabeça.

sábado, 6 de março de 2010

os filmes da minha vida #1


Nunca gostei muito de musicais, mas quando vi pela primeira vez o Moulin Rouge, não consegui evitar a ida às lágrimas. Com uma Nicole Kidman tão camaleónica e fenomenal, Moulin Rouge é um dos filmes que me vai tocar sempre, pelo amor entre Christian e Satine que me arrebata e faz suspirar, pelos ideais libertinos das "Children of the Revolution" que marcaram não só uma, mas várias épocas.
Moulin Rouge é um filme de Baz Luhrmann que podia ser mais um cliché, mas o seu humor e a sua essência tornam-no num grande filme.

Time to blog!


Após meses e meses como seguidora fiel de vários blogues, a ideia de criar o meu próprio espaço de confidências pairava na cabeça. A blogosfera, como espaço de livre-arbítrio para se dizer aquilo que apetece quando apetece, para se falar de tudo, mesmo do inconfessável às paredes do quarto, atraía-me.
Portanto, aqui estou eu.
O meu principal objectivo com a criação deste blogue foi utilizá-lo, tal como disse, como espaço de confidências, espaço que até agora tinha sido atribuído a cadernos de apontamentos e a papéis de cafés. Tudo aquilo que vinha à cabeça, mais ou menos criativo, para mim tinha de ser apontado. Para mais tarde recordar, para não cair no esquecimento tudo aquilo que senti e pensei ao longo da minha vida.