Dói quando a pessoa que amamos com a parte mais profunda da nossa alma, ama outra pessoa. E quando a pessoa que nos ama é aquela que não conseguimos amar, incondicionalmente. Dói quando a esperança é a última a morrer e se vai arrastando por entre sonhos e memórias quase perdidas. Dói quando não queremos e não podemos pensar, mas temos medo de esquecer.
Dói, por isso escrevo. Para aliviar, para não esquecer aquilo que me é tão querido e intimamente precioso, mas que destrói-me e impede-me de olhar para o presente e futuro de forma concisa.
Dói porque o amo.
Porque amo tudo aquilo que ele é, as conversas que tínhamos e que ainda vamos tendo de forma fugaz. E porque amo tudo aquilo que ele é para mim.


