sábado, 13 de março de 2010


Dói quando a pessoa que amamos com a parte mais profunda da nossa alma, ama outra pessoa. E quando a pessoa que nos ama é aquela que não conseguimos amar, incondicionalmente. Dói quando a esperança é a última a morrer e se vai arrastando por entre sonhos e memórias quase perdidas. Dói quando não queremos e não podemos pensar, mas temos medo de esquecer.

Dói, por isso escrevo. Para aliviar, para não esquecer aquilo que me é tão querido e intimamente precioso, mas que destrói-me e impede-me de olhar para o presente e futuro de forma concisa.

Dói porque o amo.

Porque amo tudo aquilo que ele é, as conversas que tínhamos e que ainda vamos tendo de forma fugaz. E porque amo tudo aquilo que ele é para mim.

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